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Cultura & Cotidiano por Juliana Marcondes

  • Contato
  • Nebraska

    Por Juliana Marcondes

    Ainda não vi Nebraska.

    Ouvi excelentes comentários e essa rápida critica chamou minha atenção, especialmente por destacar que é a “dimensão humana das histórias” que nos liga a determinados filmes.

    Compartilho:

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    Nebraska
    Alexander Payne, 2013
    Trailer

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    Au Revoir

    Por Juliana Marcondes

    Eu sempre quis aprender francês. Um daqueles desejos que a gente vai adiando. Primeiro tinha que ser o inglês, depois achei que era imprescindível o espanhol, daí o tempo foi ficando curto, a vida com outras prioridades. Mas o francês, sempre estava lá, na lista das coisas que queria um dia aprender.

    Assim que cheguei em Lisboa, falei: é agora!

    Fui até a Aliança Francesa, adorei a biblioteca, a livraria, as exposições de arte e, principalmente, a cantina com tarte tatin e pain au chocolat… ai ai.

    Lá fui eu para a primeira aula, me sentindo quase uma Amelie Poulin deslocada de Paris. Fazia as primeiras lições ouvindo a Carla Bruni e a Madeleine Peyroux, numa inocência só.

    Mas daí… mestrado e trabalho começaram a apertar e tive que começar a estudar no intervalo do almoço ou antes de dormir, exausta! Mudei as aulas de duas vezes na semana para o sábado de manhã. Minha fonética, comparada a dos alunos portugueses, era menos francesa e mais brasileira… tristeza! A gramática começou a ficar difícil e eu, sem energia. Quem inventou o passé composé?

    E sei que, o francês dos meus sonhos, que achei que seria tão lindo e tão leve, foi um belo de um banho de água fria.

    Moral da história: não dá pra idealizar, romatizar o que a gente ainda não viveu, o que a gente não conhece. Algumas coisas, só descobrimos depois que encaramos, sentimos.

    Se era melhor ter ficado no sonho? Acho que não. Antes a certeza de ter tentado, a percepção de que não será fácil, o convencimento de que, enfim, nem tudo é tão doce como parece ou deveria ser.

    Merci, français!

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    livros me esperando na sala de casa. lisboa, abril 2014.

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    Entrega

    Por Juliana Marcondes

    Dois filmes para a lista:

    Dallas Buyers Club (Clube de Compras Dallas, no Brasil e O Clube de Dallas , em Portugal) é um filme inspirado em uma história real.

    Ron Woodroof, eletricista de Dallas, foi diagnosticado com AIDS em 1985, época em que a doença ainda era cercada de mitos. Os médicos lhe deram 30 dias de vida. Woodroof se recusou a aceitar o prognóstico e criou uma operação para trazer remédios alternativos de outros países. Outras pessoas se juntaram a ele e estava criado o Clube de Dallas. Foram mais sete anos de vida e luta contra a doença e a indústria farmacêutica.

    August: Osage County (Álbum de Família, no Brasil e Um Quente Agosto, em Portugal) é um filme baseado na peça de teatro homónima de Tracy Letts, vencedora de um Prêmio Pulitzer. O enredo conta a história dos Weston, uma família disfuncional que se reúne devido ao falecimento do patriarca e, com isso, é forçada a uma convivência imposta pelas circunstâncias, onde mágoas e ressentimentos vem à tona.

    O que os dois filmes tem em comum? Atuações incríveis.

    Matthew McConaughey e Jared Leto de Dallas Buyers Club foram premiados com o Oscar e Globo de Ouro de melhor ator e melhor ator coadjuvante. Meryl Streep e Julia Roberts de August: Osage County, também foram indicadas para os prêmios.

    Apesar de toda a força dos dois enredos, o que impressiona nos filmes é transformação, física e de alma, para cada personagem. Atores que emagrecem, cortam o cabelo, mudam o olhar, vivem a vida alheia.

    Filmes que valem para observar a entrega.

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    Dallas Buyers Club
    Jean Marc Valleé, 2013
    Trailer

    August: Osage County
    John Wells, 2013
    Trailer

    O Pão Nosso

    Por Juliana Marcondes

    Perto da Gulbenkian tem uma padaria que é uma delicia. Pães, tortas, biscoitos e brunch aos finais de semana.

    Acho que as fotos rápidas que fiz com o celular conseguem, timidamente, transmitir a atmosfera leve do lugar:

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    O Pão Nosso
    Rua Marquês Sá da Bandeira, 46
    +351 21 010 7222
    Lisboa, Portugal

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    Vai

    Por Juliana Marcondes

    segunda

    é primeira.

    tristeza

    que passa,

    fica.

    sol que chama,

    convida.

    levanta,

    aguenta,

    respira.

    vai.

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    março em lisboa.

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    HER

    Por Juliana Marcondes

    Her (Ela, Brasil e Uma História de Amor, Portugal), dirigido por Spike Jonze, foi eleito o melhor filme de 2013 pelo National Board of Review. Recebeu inúmeros outros prêmios, venceu o Globo de Ouro pelo melhor roteiro e está indicado para cinco Óscares (filme, roteiro original, trilha sonora, canção e direção de arte).

    O roteiro é, definitivamente, o maior enigma do filme.

    Poderia ser uma história fantástica (e sem graça) de um homem solitário que se apaixona por um aplicativo de computador. Uma agenda com voz que organiza sua vida, seus emails e… conversa. Samantha vira amiga, confidente, companhia, colo e, de repente, namorada.

    Mas o que torna Her interessante não é o namoro entre Theodore e Samantha. É o que ele representa: uma tentativa desesperada de superar a solidão, a possibilidade de encontrar alguém que satisfaça a carência, o egoísmo. E, por trás de tudo isso, a superação da culpa pelo inexplicável fim de um casamento de dez anos.

    Talvez, a grande história de amor do filme seja aquela contada nas entrelinhas, um grito sufocado, um enigma compartilhado em fragmentos. Uma homenagem à dor que constrói e liberta.

    Palmas para Ela.

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    HER
    Spike Jonze, 2013
    Trailer

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