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Cultura & Cotidiano por Juliana Marcondes

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  • Lisboa sem Palavras

    Por Juliana Marcondes

    O post de hoje diz muito sobre Lisboa, sem dizer.

    Bernardo Etges é meu primo. Engenheiro, viaja pelo mundo a trabalho. E na rotina atribulada de uma #vidanamala consegue perceber momentos e captá-los através da fotografia.

    Fica aqui um incrível registro fotográfico de um feliz sábado à tarde.

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    Para ver mais fotos do Bernardo (e viajar!): Click-se

    Fotos: Bernardo Etges, 2014
    Todos os direitos reservados
    Click-se

    Ele ficou

    Por Juliana Marcondes

    - Bah guria!

    Ele gritava e abria os braços sempre que me via.

    Nunca moramos perto, mas sempre estivemos… perto. Mesmo agora, em que o Oceano Atlântico nos distanciava, eu às vezes ligava e conversávamos sobre os dias. Eu sabia que a saúde andava fraca e desejava força. Ele sabia que a vida desafiava e me dizia que estaria sempre comigo. Tudo isso sem precisar falar muito. Nas entrelinhas do carinho.

    Meu avô foi a pessoa mais doce que conheci.

    Ele partiu… mas ficou nas inúmeras lembranças, nessa coisa boa e sentida que chamamos saudade.

    Ficou no canto alto de seus canarinhos de manhã cedo. Ficou nos veraneios em Atlântida, nos emails com powerpoints sobre as maravilhas do mundo, no pedido de cafezinho no meio da tarde. Ficou nos jantares da Ajuris, nas homenagens que fez e recebeu, ficou no exemplo de integridade que foi. Ficou nos churrascos de domingo, em sua poltrona de frente para a televisão, no rádio ligado nas notícias noite adentro.

    Ficou, principalmente, nas pessoas. Nos netos que sentirão a falta do abraço do vô, nos filhos que levarão para sempre as lições e o amor do melhor pai que poderiam ter. Nos amigos que vibravam com sua presença e entusiasmo. Ficou na Marlene, minha querida vó, lembrança mais viva e bonita da saudade que ele deixou.

    Obrigada Vô Gaspar, por ficar.

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    1987: eu, ele e dani.

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    Pensão Flor

    Por Juliana Marcondes

    O post de hoje é sobre uma banda de Coimbra, a Pensão Flor.

    Eles tem pouco mais de um ano de estrada e despontam como uma das promessas da música portuguesa contemporânea.

    As letras são como poemas e a sonoridade das canções é incrível.

    São sete músicos e muita história pra contar.

    Para entender do que eu estou falando, basta ouvir Na volta de um Beijo.

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    Fotos do CD e do lindíssimo show em Lisboa.
    Maio, 2014

    Pensão Flor
    www.pensaoflor.pt
    facebook.com/pensaoflor
    agenciamento@pensaoflor.pt

    We Hate Tourism

    Por Juliana Marcondes

    Dia desses, esperando para atravessar a rua, vi passar um jipe cheio de turistas e com um nome na porta: We Hate Tourism Tours.

    Fiquei curiosa com a proposta fui ver do que se tratava: tours criados de uma maneira pouco turística e mais intimista.

    Bruno, o idealizador e apaixonado por Lisboa, conta no site que começou a observar que muitos turistas iam embora da cidade sem conhecer os lugares mais bonitos. Foi então que, de uma maneira descontraída e reunindo amigos, começou a propor tours não convencionais.

    Não conheço o serviço mas as opções de passeios e as avaliações do Trip Advisor são muito boas.

    E quando há criatividade com autenticidade em uma ideia, a chance de funcionar é alta!

    Além de Lisboa, a We Hate Tourism tem tours também no Porto e em Lagos.

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    We Hate Tourism Tours
    Rua Rodrigues de Faria 103
    +351 913 776 598
    Lisboa, Portugal

    The Lunchbox

    Por Juliana Marcondes

    Os “dabbawalas” de Mumbai, Índia, são entregadores de “dabbas” (lancheiras). Eles são mais de cinco mil e levam aos escritórios as refeições quentes vindas das cozinhas das donas de casa, regressando mais tarde com elas vazias. É uma profissão hereditária e a entrega é feita por analfabetos que usam um complexo sistema de código de cores e símbolos para entregá-las aos seus devidos donos. Um estudo de Harvard demonstrou que apenas uma em cada quatro milhões (!) de lancheiras é extraviada e entregue no endereço errado.

    Em The Lunchbox (A Lancheira), Saajan (Irrfan Khan) é um contador viúvo e muito solitário que todas as manhãs se esforça para iniciar seus dias. Ila (Nimrat Kaur) é uma jovem mulher desprezada que deseja reconquistar o marido e que, com amor e dedicação, lhe cozinha os pratos mais saborosos, certa de que ele voltará a amar.

    Certo dia, devido a um fatídico erro de troca de lancheiras, Saajan recebe a refeição que Ila cuidadosamente preparou para o marido. Quando ela percebe o sucedido, escreve-lhe um bilhete pedindo desculpas. Os dois iniciam então uma troca distante e diária de cartas e almoços.

    O filme retrata com delicadeza a correspondência entre essas duas vozes solitárias e, sem ser piegas, mostra como pequenas doses de carinho podem transformar vidas.

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    The Lunchbox
    Ritesh Batra, 2013
    Trailer
    Referencias: Público

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    Autores na Lista

    Por Juliana Marcondes

    É, o tempo anda curto. E a lista de livros fora do eixo mestrado-trabalho só vai aumentando.

    Conversando com amigos, soube de dois autores interessantes: Paul Auster e Haruki Murakami.

    Paul Auster é de Newark, Nova Jersey, Estados Unidos. Estudou literatura francesa, inglesa e italiana na Columbia University, em Nova York. Viveu em Paris de 1971 a 1975. De volta a Nova York, em 1980 mudou-se para o bairro do Brooklyn, onde vive e trabalha até hoje.

    Poeta, tradutor, crítico de cinema e literatura, romancista e roteirista de cinema, publicou ensaios, memórias, poesia e ficção.

    Seus 15 livros ganharam inúmeros prêmios. Em 2003, A Trilogia de Nova Iorque foi eleita pelo The Guardian/The Observer como uma das 100 melhores obras de ficção de todos os tempos.

    Paul Auster refere como suas influências Dostoiévski, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Faulkner, Kafka, Hölderlin, Samuel Beckett e Marcel Proust.

    Haruki Murakami é de Quioto, Japão. Frequentou a Universidade de Waseda, em Tóquio, dedicando-se sobretudo aos estudos teatrais.

    Seus 12 romances – embora ambientados no Japão e com personagens japoneses – são repletos de referências ocidentais, como música clássica e jazz. Antes de virar escritor, ele era dono de um bar de jazz, o Peter Cat, em Tóquio.

    Murakami traduziu para o japonês obras de F. Scott Fitzgerald, Truman Capote, John Irving e Raymond Carver.

    Filho de um monge budista e uma professora de literatura, Murakami é casado desde os anos 1960 e não tem filhos. Vive entre Tóquio e Kauai, no Havaí. Desde os 33 anos corre também maratonas!

    Em comum entre os dois: tradutores (uma característica sempre presente nos grandes escritores), referencias literárias parecidas e ousadia com pitadas de fantasia nas abordagens.

    Para a lista!

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    Paul Auster
    Haruki Murakami

    Fonte: Wikipedia, Veja e Época
    Fotos: na livraria Almedina, em Lisboa, na hora do almoço.
    Maio, 2014
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